Escrito por Pablo Gómez
Founder & CEO da Metlabs · Revisado em 11 de outubro de 2026
O usuário abre um cofre ou vault e deposita colateral como ETH, wstETH ou wBTC e, contra ele, cunha uma stablecoin até um limite definido pelo índice de colateralização do ativo. Os parâmetros são governados por tipo de colateral: a stability fee é o juro anualizado sobre a dívida, o liquidation ratio é a relação colateral/dívida abaixo da qual o cofre se torna liquidável, e somam-se um teto de dívida e uma penalidade de liquidação. Todos são parâmetros governáveis que mudam por votação, por isso convém citar faixas e não valores fixos.
Permite obter liquidez sem vender o ativo, preservando a exposição, e é o motor das stablecoins lastreadas em cripto e descentralizadas. É o exemplo canônico da sobrecolateralização, seu mecanismo de proteção é a liquidação, e distingue-se de um mercado monetário porque o CDP cunha dívida nova em vez de emprestar depósitos de terceiros.
O caso de referência é a Sky, antiga MakerDAO, que cunha DAI, a stablecoin original de 2017, e USDS, lançada em 2024 com foco em integração institucional. Seus índices típicos de colateralização ficam em uma faixa aproximada de 145 a 175 por cento conforme o ativo, fixados pela governança. Outros casos são Liquity, com LUSD e índice mínimo de 110 por cento, e Abracadabra, com MIM. Na União Europeia, uma stablecoin desse tipo oferecida ao público fica sujeita às regras de MiCA para emissores.
Também conhecido como
- CDP





