Escrito por Pablo Gómez
Founder & CEO da Metlabs · Revisado em 11 de outubro de 2026
O real yield distingue duas fontes de rendimento que costumam ser confundidas. A primeira é a emissão de tokens nativos: o protocolo imprime sua própria moeda e a distribui, um fluxo inflacionário que dilui os holders e só se sustenta enquanto o preço do token aguentar. A segunda é a receita real: o protocolo cobra dos usuários por um serviço efetivo, como uma taxa de swap ou os juros de um empréstimo, e distribui essa receita. Como sinal de qualidade, o real yield costuma ser pago em um ativo forte como ETH ou stablecoins, não no token de governança.
É um critério de sustentabilidade. Surgiu como resposta crítica ao yield farming inflacionário de 2020 e 2021, com APYs de três e quatro dígitos impossíveis de manter. A métrica-chave compara as taxas geradas com as emissões distribuídas: se as emissões superam as taxas, o yield é um subsídio, não um rendimento. Para due diligence e compliance, separa os protocolos com fluxo de caixa real daqueles que dependem de imprimir token.
Fontes
Também conhecido como
- real yield





