Escrito por Pablo Gómez
Founder & CEO da Metlabs · Revisado em 11 de outubro de 2026
Em prova de trabalho, como na rede Bitcoin, a transação coinbase é a primeira do bloco e cunha o subsídio mais as taxas para o minerador. O subsídio é reduzido pela metade a cada 210.000 blocos, cerca de quatro anos, no evento de halving: começou em 50 BTC em 2009 e passou por 25, 12,5 e 6,25 até os 3,125 BTC após o halving de abril de 2024, com um teto máximo de 21 milhões de BTC. Em prova de participação, como no Ethereum após The Merge, o proponente recebe recompensas de consenso mais taxas, em que a base fee é queimada conforme o EIP-1559 e o proponente recebe a priority fee, além do eventual MEV. Em DPoS, os delegados dividem parte da recompensa com seus votantes conforme o esquema da rede.
É a base da economia de segurança: alinha o incentivo do produtor com a honestidade, já que atacar a rede destruiria o valor do ativo que ele recebe. Determina a política monetária e de emissão do ativo e é o conceito central para entender a sustentabilidade no longo prazo, ou seja, o que acontece quando o subsídio tende a zero e restam apenas as taxas.
Os exemplos reais são claros. Bitcoin combina subsídio coinbase com halving a cada 210.000 blocos. Ethereum soma recompensas de validador à queima da base fee introduzida pelo EIP-1559 em agosto de 2021. Litecoin aplica halving a cada 840.000 blocos. A recompensa de bloco é o incentivo que sustenta o consenso Nakamoto em prova de trabalho e a economia de validadores após The Merge, e se funde com o termo coinbase, a transação que a cunha. De forma indireta, também sustenta a resistência à censura, porque os produtores têm incentivo para incluir transações por suas taxas.
Também conhecido como
- Block reward





