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Viem

Viem é uma biblioteca TypeScript para redes EVM com clientes de leitura, wallet e testes. Infere tipos a partir do ABI e permite simular chamadas; a configuração e o acompanhamento das transações continuam sendo responsabilidade da aplicação. Permite separar consultas e assinaturas em interfaces, SDKs e serviços de backend.

Escrito por Isaac GonzálezAtualizado em 11 de outubro de 2026

Pontos-chave

  • Viem usa TypeScript para tipar chamadas e resultados a partir do ABI do contrato.
  • Separa clientes de leitura, assinatura e testes conforme sua responsabilidade.
  • A simulação e a tipagem ajudam a detectar erros, mas não garantem a execução futura.

O que é Viem?

Viem é uma biblioteca TypeScript para interagir com Ethereum e redes EVM. Sua API separa capacidades de consulta, assinatura e testes, e permite inferir tipos a partir do ABI de um contrato. Pode ser usada em um frontend, um SDK ou um serviço de backend sem depender do React.

Essa inferência ajuda a detectar nomes de funções ou argumentos incompatíveis com o ABI declarado. Não verifica se o endereço configurado contém esse contrato nem se o dado externo está correto. A qualidade da integração depende também da configuração e das validações em tempo de execução.

Como funciona

Um cliente público consulta o estado e simula chamadas; um cliente de wallet solicita assinaturas ou envia operações autorizadas. Os transportes se conectam por HTTP, WebSocket ou provedores personalizados. Escolher a rede e a conta explicitamente ajuda a evitar que uma operação seja preparada para um destino diferente do que a wallet utiliza.

A simulação de uma escrita pode detectar reversões e preparar uma solicitação coerente com o estado consultado. O envio continua sendo outra etapa e pode falhar se saldo, permissões ou condições do contrato mudarem. A aplicação deve acompanhar o recibo e não apresentar a simulação como execução concluída.

O que o Viem oferece

Um SDK de protocolo pode expor funções que incorporam ABI, endereço e unidades esperadas, reduzindo decisões repetidas para as equipes que o consomem. As respostas preservam bigint quando apropriado e são convertidas para formatos de transporte por meio de regras explícitas. A documentação explica como interpretar valores e erros.

As ações de leitura podem ser agrupadas quando as dependências e o ambiente permitem. Para operações críticas, registra-se o bloco ou a referência temporal dos dados utilizados. Isso ajuda a reproduzir uma decisão e a detectar se leituras diferentes descrevem estados incompatíveis.

Limitações e critérios de escolha

A modularidade facilita que o bundler elimine código não utilizado, mas o tamanho final depende das importações e da configuração. Não existe um percentual universal de economia em relação ao Ethers. A escolha deve considerar os clientes existentes, os requisitos de tipagem e a manutenção pela equipe.

Os transportes alternativos ajudam diante de falhas, embora dois provedores possam responder com alturas ou estados diferentes. A aplicação precisa verificar rede e atualidade dos dados, limitar novas tentativas e reconstruir eventos perdidos. Os tipos e uma boa API reduzem certos equívocos, mas não substituem testes do fluxo de assinatura e confirmação.

Também conhecido como

  • viem.sh
  • Viem client
  • Wevm Viem
Aplicação na Metlabs

Como conduzimos um projeto com Viem

Capacidades de desenvolvimento e casos de uso para avaliar como Viem se encaixa no seu produto.

O que construímos com Viem na Metlabs

  • Clientes tipados

    Public, wallet e test clients com tipagem inferida do ABI e da chain selecionada.

  • Performance de bundle

    Tree-shaking que reduz o tamanho do frontend carregando apenas o que é usado.

  • Tipos derivados do ABI

    Configuramos o ABI como constante para que o TypeScript infira parâmetros e retornos, capturando erros de integração na compilação.

  • Caso de uso

    SDK tipado de protocolo

    Biblioteca cliente distribuída a terceiros que expõe cada função do contrato com tipos estritos.

  • Caso de uso

    dApp tipada de ponta a ponta

    Frontend que utiliza tipos do ABI e valida rede, endereço e resultado em tempo de execução.

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