Metlabs leva a tokenização de ativos ao MERGE Madrid 2026
Pablo Gómez e Isaac González participaram de três sessões, entre elas a apresentação do Alqantara, o projeto solar da COX com plataforma da Metlabs.

A Metlabs participou nos dias 28 e 29 de outubro de 2026 do MERGE Madrid, o congresso de ativos digitais realizado no Palacio de Cibeles. A empresa esteve presente com estande próprio durante os dois dias de congresso e interveio em três sessões: dois painéis com Pablo Gómez, CEO e fundador, e uma apresentação de Isaac González, Head of Innovation, na sessão de casos de uso da Alastria.
Esta edição doMERGE Madridreuniu reguladores, bancos, gestoras, prestadores de serviços de criptoativos e startups de mais de 40 países, com mais de 200 palestrantes distribuídos em três palcos. O programa foi aberto em 27 de outubro com um Institutional Summit na Bolsa de Madrid. O congresso principal ocupou os dois dias seguintes no Palacio de Cibeles.
O que está sendo tokenizado de verdade em 2026
Na quarta-feira, 28, Pablo Gómez dividiu o palco MERGE Stage com Héctor Torres (TR Capital), Eric Sánchez (Reental) e Carlos Salinas (Estating Digital), com moderação de Covadonga Fernández, do Observatorio Blockchain. A sessão discutia quais ativos estão sendo tokenizados de fato neste ano, para além dos anúncios, e abriu com uma pergunta sobre por que a tokenização ainda precisa ser explicada quando outros temas financeiros não.
Gómez atribuiu parte da resposta à opacidade histórica do mundo financeiro e a um vocabulário que afasta mais do que explica. Apresentou a tokenização como infraestrutura: o que importa continua sendo o instrumento financeiro e seu ativo subjacente, e o token é a camada tecnológica que o representa.
Sobre a demanda que a Metlabs recebe, explicou que as entidades reguladas que chegam à empresa já contam com o ativo, a base de investidores e o canal de distribuição. O que buscam é conformidade regulatória (compliance), custódia e integração com os sistemas que já operam. Nesses projetos, atokenização de ativosresolve processos de captação de capital, da emissão à distribuição, e permite estruturar investimentos que antes ficavam fora do alcance de muitos investidores pelo tamanho do ticket ou pelo custo de montá-los.
Sobre a Espanha, lembrou que o marco legal existe desde 2023, com a Ley de los Mercados de Valores (lei espanhola do mercado de valores mobiliários) e a figura do ERIR, e que o que falta é mercado e cultura de investimento. Por isso, boa parte dos projetos da Metlabs se desenvolve na América Latina e nos Estados Unidos, onde a necessidade de captar capital é maior e onde a liquidação com stablecoins reduz a fricção transfronteiriça na entrada de investidores.




ISBE in Pitch, a sessão de casos de uso da Alastria
Na quinta-feira, 29, ao meio-dia, Isaac González participou do ISBE in Pitch, a sessão de casos de uso que a Alastria Blockchain Ecosystem organizou no MADRID Stage. Nela, várias startups e empresas de tecnologia apresentaram o que estão construindo sobre infraestrutura blockchain, com palestrantes de Accuro Technology, Unknown Gravity, Globant e Adwatch, entre outros.
ISBE é a Infraestrutura de Serviços Blockchain da Espanha, a rede pública impulsionada pela Alastria e pela Comunidade de Madri e interoperável com a EBSI, a infraestrutura blockchain europeia. A Metlabs faz parte desse ecossistema desde a suaadesão à Alastria. Em sua apresentação, González explicou como uma emissão tokenizada se distribui em três camadas: o mundo real, com o contrato e o prospecto de cada emissão; a aplicação, com a verificação dos investidores, a conta de pagamento e a custódia; e a camada blockchain, onde os tokens são registrados.

Alqantara: uma emissão tokenizada na Espanha, do início ao fim
À tarde, no mesmo palco, Pablo Gómez participou com Fahd Zniber (COX) e Ángel Quesada (Onyze) do painel «Como se tokeniza de verdade na Espanha: do ativo ao registro oficial», moderado por Esther Molina, da Wildcom. Ali foi apresentado o Alqantara, projeto da COX, grupo espanhol de água e energia listado nas bolsas espanholas.
Com o Alqantara, os investidores poderão investir em placas dos parques solares da COX e receber o rendimento da energia que elas produzem, seja em sua conta ou, se forem clientes da COX, como desconto na conta de luz. O projeto leva ao investimento um ativo físico, a geração de energia solar, com o rendimento vinculado à produção de cada parque.
O painel percorreu a emissão do início ao fim e o papel de cada parte. A COX atua como emissora. A Onyze cuida da custódia e do registro como ERIR, a entidade responsável pela inscrição e registro de valores mobiliários criada pela Ley 6/2023 de los Mercados de Valores y de los Servicios de Inversión (lei espanhola do mercado de valores mobiliários e dos serviços de investimento). A Metlabs desenvolve a plataforma e o motor de emissão dos tokens.
Essa divisão ilustra como funciona uma emissão no marco espanhol. A figura doERIR na tokenização de ativos na Espanhaé a que a lei exige para inscrever e registrar valores mobiliários representados por tecnologia de registro distribuído, e separa essa função da do emissor e da do provedor de tecnologia. A sessão mostrou que o ativo, o registro e a tecnologia podem ser coordenados em uma mesma emissão com responsabilidades diferenciadas.




Um estande no Palacio de Cibeles
Fora do palco, a equipe da Metlabs atendeu os participantes em seu estande durante os dois dias de congresso, sob o lema «Desenvolvemos os trilhos blockchain da economia tokenizada». No balcão, os visitantes podiam se inscrever por um código QR em «Tokenização para executivos», a masterclass online e gratuita que Isaac González ministra em 10 de novembro: 60 minutos para identificar oportunidades de tokenização em uma empresa.

A participação se conecta a várias linhas de trabalho da empresa: atokenização de energia, as emissões no marco espanhol e o modelo de colaboração que a Metlabs mantém com aOnyze em custódia e wallets. É também a segunda edição consecutiva em que a empresa participa do MERGE, depois do seupainel sobre fundos e ativos do mundo real em 2025.







